.Ano 43 - Canavieiras, Bahia, 1ª e 2ª quinzenas de Julho/2010 - Nº 800
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Pelos Caminhos da Fé
Afrânio B. de Souza
 

Homo sapiens - Homem sábio - Expressão usada por Henri Bergson para indicar o homem, único animal inteligente em face dos demais. Cientificamente, isso pode ser verdadeiro, porém esse agraciado ser pensante, distinguido pela autoconsciência, está ainda muito distante da verdadeira Sabedoria, capaz de justificar plenamente sua hegemonia no planeta. Há cerca de 500 anos antes da proposta evangélico-cristã, já constatara Sidartha Gautama, o Buda, que o homem militava em ilusão e dor, oferecendo a chamada Senda Óctupla da libertação. Desde aquela época, são reconhecidos caminhos de suprema fé e autoconhecimento, com profundas reflexões na estrutura do Ser, um esforço para distinguir o in-permanente e perecível daquilo que é verdadeiro, imortal e eterno, no ser humano e no Universo.

Contudo, essas propostas, como as do próprio Evangelho cristão, estão acima das religiões que, no fundo, tendem a constituírem-se meras adaptações do pensamento de homens imperfeitos, que maculam os augustos ensinamentos dos Instrutores Espirituais com seus próprios e incompletos argumentos, geralmente subordinados a interesses menores e egoísticos, conforme constata o escritor Durval Pereira da França Filho, em certos momentos do seu livro “Pelos Caminhos da Fé”. Por isso, religião alguma escapará inerme de paralelos comprometimentos, quando examinada por competente crivo histórico. Melhor fariam elas se, em lugar de apresentarem uma divindade, um Deus maculado pelas inúmeras fragilidades emocionais e mentais humanas dirigisse seus apelos e esforços para reconhecerem o ser humano, indistintamente, como incontestável fruto de uma Origem comum e, portanto, pertencente a uma grandiosa fraternidade cósmico-universal. Fraternidade essa filha de um Princípio Onipresente, Sem Limites e Imutável, sobre o qual toda especulação é impossível, e que transcende o poder da concepção intelectual do homem, um ser fragilizado e inacabado, incapaz de formular sublimes questões ou respostas íntimas de superior alcance.

Evidentemente, não poderia ser esta a proposta do historiador que, fiel ao seu ofício, oferece um multifacetado e condizente panorama, amparado por inquestionáveis registros, realçando as apontadas e seculares discrepâncias, também refletidas no microcosmo de sua moradia e vizinhança. Contudo, cabe-nos uma profunda reflexão sobre o esforço de todos esses pioneiros, na medida em que realizaram o seu trabalho com um real, amoroso e desprendido vigor, para a construção de um ser humano melhor. Deles existem exemplos, em grande diversidade, pelo mundo a fora, mostrando que o homem é dotado de possibilidades criativas inesgotáveis, quando dirige o seu foco de interesse para o bem comum. Isso, certamente, independerá de religiões oficiais ou institucionalizadas.

Mas é possível que sem as estruturas organizacionais de apoio, como as oferecidas pelas igrejas, esse labor seria de difícil consecução.
Como já evidenciado no brilhante prefácio, o trabalho, a pesquisa pormenorizada, as corretas e adequadas conclusões do historiador, Durval, dignificam em muito os seus escritos, e até nos convidam a um chamamento interno, para que meditemos numa religiosidade mais ampla, plena e irrestrita, a fim de melhor nos situarmos em nosso próprio campo de humanas experiências, a nossa casa, a nossa comunidade, a nossa querida cidade de Canavieiras.

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Afrânio B. de Souza é adepto da Teosofia - Salvador, Bahia.
O livro "Pelos Caminhos da Fé" pode ser encontrado na Relojoaria Tissot (Av. Rio Branco), no Classe Magazine (Av. Assis Gonçalves) e na banca de revistas Ponto Cultural (Av. Otávio Mangabeira).
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Ganhador ou perdedor?
Fernando Volpí
 

Todo ser humano pode ter tudo na vida. Suas primeiras experiências e as oportunidades que lhe são dadas ou negadas durante a sua formação podem transformar esse "tudo" em "nada". O "nada" é transformado em "tudo" a partir do momento em que o indivíduo descobre: - Eu não sou um perdedor; estou perdendo.

Qual é a diferença entre "ser" e "estar"?
"Ser" branco, negro ou amarelo, alto ou baixo é definitivo. "Estar" magro, gordo, bem ou mal é provisório. Pode ser mudado. "Estar" sendo um perdedor também pode ser mudado. Se você "está" como perdedor pode "ser" ganhador. Tudo depende de você aceitar a chance de mudar, acreditar que pode mudar e lutar para isso. Pense no caso.

Sorte ou azar?
Quando uma pessoa é bem sucedida dizem que ela teve sorte. Quando não, dizem que teve azar. Mas as coisas não acontecem por acontecer. Não é por acaso que somos bem ou mal sucedidos. As oportunidades estão sempre à disposição de quem sabe agarrá-las. O infortúnio só "agarra" quem não é capaz de perceber e se defender. É tudo uma questão de perceber ou não perceber.
Anos atrás, um príncipe árabe achou que tinha muita sorte porque um inglês LOUCO ofereceu-lhe um bom dinheiro em troca do direito de retirar do subsolo do deserto um líquido preto, fedorento e pegajoso "que não servia para nada". Só mesmo um inglês podia fazer uma bobagem dessa. Ele, o inglês, também achou que teve muita sorte para conseguir tão barato uma concessão para explorar petróleo.
Raciocinemos: quem teve sorte realmente? O árabe desconhecia o valor e a utilidade do petróleo. O inglês possuía um conhecimento técnico, sabia o que e onde procurar. Um perdeu a oportunidade porém não era capaz de percebê-la; outro foi capaz disso. Não existem pessoas com sorte ou azar. Há pessoa que sabem ou não sabem perceber e aproveitar oportunidades.

Sua vida é um quadro negro (uma lousa)
Quando uma pessoa inicia a sua vida profissional, essa vida é como uma lousa em branco com giz e apagador. Os ganhadores escrevem ali seus objetivos de vida, onde vão trabalhar, quanto ganhar. Os perdedores esperam que outros escrevam por eles. Trabalham onde e ganham quanto outras pessoas determinam. Os que perceberem isso poderão pegar o apagador, limpar o quadro e reescrever sua vida. Muitas pessoas de cabelos brancos já fizeram isso. Como EU, por exemplo.

Um fracasso pode ser transformado em sucesso. Você pode ser um ganhador. Você pode reescrever a sua vida na lousa. Confie em sai, use seu potencial, escreva naquela lousa e se agarre aos seus objetivos com o mais firme propósito. Não sonhe, somente. Não reze, apenas. Esforce-se, prepare-se, eduque-se, faça acontecer. Porque - VOCÊ PODE.

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Mel cristalizado é mel natural
Apicultura
 

Quando a temperatura ambiente se mantém com certa constância entre os 23º e 26ºC, o mel costuma cristalizar-se. A cristalização do mel é um fenômeno natural e não altera em absoluto as suas propriedades nutricionais.
Há méis que se cristalizam rapidamente, podendo cristalizar-se no próprio favo, e há méis que demoram muito tempo para se cristalizar. A cristalização começa lentamente, de baixo para cima, com a sedimentação dos cristais, e pode apresentar-se granulada ou fina, a depender das flores que foram visitadas pelas abelhas.
Japoneses e chineses, por exemplo, têm o hábito de consumir mel cristalizado. Como foi dito, o mel cristalizado mantém todas as suas propriedades. Nós não temos esse hábito e até costumamos admitir, erradamente, que mel cristalizado é sinônimo de mel adulterado.
Está provado que o mel é um produto natural altamente benéfico para o nosso organismo e a nossa saúde - cristalizado ou não. É uma importante fonte de energia, além de possuir poderes terapêuticos - é antiséptico e antibiótico, além de conservante e adoçante natural.

 
CALENDÁRIO
:: 10/07/2010 (SÁB)
10ª Cavalgada do Boinha c/show de Netinho do Forró
:: 11/07/2010 (DOM)
Cortejo alegórico e lavagem das escadarias da Matriz de S. Boaventura c/show da banda Parangolé
:: 13/07/2010 (TER)
Show da banda Lordão
:: 14/07/2010 (QUA)
Feriado Municipal do padroeiro São Boaventura