.Ano 41 - Canavieiras, Bahia, 2ª quinzena de Outubro/2008 - Nº 766
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Porque Alda desabou?
Adenilton Ribeiro
  
 

Diante de tantos boatos e especulações que se fazem se Alda vendeu ou não sua candidatura para os talibãs, prejudicando assim os correnteiros, pareceu-me bem trazer a público as duas razões que no meu entendimento determinaram o desabamento eleitoral de Alda nas eleições de 2008 em Canavieiras.

1º - É histórico que até hoje, por mais que se tentassem, jamais alguém conseguiu formar um terceiro grupo político que tivesse força para derrubar de uma vez só os grupos dos lendários líderes de Canavieiras, Osmário Batista, hoje representado pelos talibãs, e Edmundo Lopes de Castro, hoje representado pelos correnteiros. Nos últimos 60 anos esses dois grupos sempre se revezaram no governo de Canavieiras, não dando assim a menor chance de outro grupo se arvorar e tomar o poder.

2º - Enquanto Almir Melo for candidato ao governo de Canavieiras, ele será o maior cabo eleitoral dos seus adversários, veja porque:
a) Ele demitiu, transferiu e perseguiu funcionários municipais, estaduais e federais porque se manifestavam contra o seu modelo de fazer política, por pura perseguição;
b) Pagava mal e atrasava os salários dos servidores da prefeitura em até seis meses;
c) Usava de arrogância excessiva e abusava da sua autoridade de prefeito ameaçando, perseguindo e oprimindo pessoas que não tinham a quem recorrer
Almir Melo praticou todos esses pecados e muitos outros, que por falta de espaço não citarei. É certo que ele fez muitas coisas boas por Canavieiras e o seu povo. Porém, o mesmo homem que beijava o povo, depois chicoteava-o. As suas maldades foram tantas que ecoaram em toda a região cacaueira e assim sobrepujaram e ofuscaram tudo que ele fez de bom pela sua terra.

O resultado de tudo isso é que nessas três ultimas eleições, de 2000, 2004 e 2008, o povo o rejeitou. Agora mesmo a maioria do povo, inclusive o de Alda, lembrando de tudo isso, quando percebeu que Alda não tinha condições de se eleger, e que Almir poderia voltar à prefeitura, mudou de lado e votou em Zairo para Almir não ganhar as eleições. Inconformados, os correnteiros agora atiram para todos os lados. Propagam aos quatro ventos que Alda se vendeu para os talibãs. E apontam até para o mini-trio que serviu à campanha de Alda até o dia 2 de outubro, data em que expirou o contrato que ela tinha com o seu proprietário.

No dia 5 de outubro, dia das eleições, à noite, só porque esse mini-trio puxou a passeata dos talibãs em comemoração à sua vitória, sem ter apagado ainda o nome de Alda pintado no carro, ah! os correnteiros acharam o que mais queriam: conseguiram encontrar nesse episódio a grande razão para justificar mais uma derrota imposta pelas impiedosas urnas eletrônicas a Almir.
É arrocho!... E quem pensar que está frouxo, é melhor se desiludir.

 
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